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Outubro Rosa e a prevenção do câncer de mama: tudo o que você precisa saber

08/outubro/2018

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima cerca de 59 mil novos casos de câncer de mama entre 2018 e 2019, no Brasil

Conhecido como Outubro Rosa, desde a década de 1990, esse mês é marcado por movimentos e campanhas nacionais e internacionais em prol da conscientização sobre o câncer de mama. O período é importante para expor informações sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

O que se espera com toda essa mobilização é reduzir as estatísticas. O INCA estima aproximadamente 59 mil novos casos de câncer de mama entre o início de 2018 e final de 2019. Segundo especialistas, a saída para reverter esse cenário – aprimorando os diagnósticos e diminuindo os riscos da doença – está no rastreamento rápido e na prevenção, que começa em casa, mas só se efetiva com idas regulares ao consultório.

Prevenir com bons hábitos

O estilo e a qualidade de vida de cada pessoa, segundo especialistas, influenciam diretamente tanto o aparecimento da doença quanto a redução dos riscos de desenvolvê-la. “Por isso, orientamos para as pacientes em geral a prática regular de exercícios físicos e a manutenção de um cardápio equilibrado”, explica a mastologista Fernanda Barbosa, membro da Sociedade Brasileira de Mastologia.

Segundo o mastologista Antonio Luiz Frasson, também membro da Sociedade Brasileira de Mastologia, “estima-se que por meio da alimentação e atividade física é possível reduzir em até 28% o risco de se desenvolver a doença”.

Fernanda alerta ainda sobre a influência do álcool em relação ao câncer de mama. “Estudos recentes concluíram que há evidências fortes de que o consumo em excesso de bebidas alcoólicas aumenta os riscos”, conta a especialista.

O diagnóstico pode também ter causas hereditárias. Por isso, é recomendado que, se houverem casos na família, um médico seja procurado para investigar e identificar uma possível predisposição genética. Com base nesta avaliação, dá para tomar decisões sobre intervenções preventivas.

Fatores de risco

Certas condições endócrinas, comportamentais, reprodutivas, ambientais e genéticas podem provocar vulnerabilidade. O Instituto Nacional de Câncer aponta algumas que merecem atenção especial quando o assunto é câncer de mama e reforça, portanto, a importância da visita regular ao especialista. São elas:

– menarca (primeira menstruação) precoce;
– menopausa tardia;
– nunca ter tido filhos;
– gravidez após os 30 anos;
– uso de contraceptivos orais;
– terapias de reposição hormonal pós-menopausa;
– ingestão excessiva de bebida alcóolica, sobrepeso e obesidade na pós-menopausa;
– exposição à radiação ionizante;
– fatores hereditários.

Mamografia é essencial

Toda mulher, em algum estágio da vida, será submetida ao exame chamado mamografia. Ele é o principal procedimento para diagnóstico precoce do câncer de mama. “Trata-se de um exame que permite uma análise detalhada sobre o quadro como um todo”, esclarece a mastologista Fernanda Barbosa. Ela garante que, por meio dele, é possível identificar o tratamento adequado, algumas mudanças importantes na qualidade de vida, a melhor cirurgia e o caminho de cura da doença na maioria dos casos.

Segundo orientações da Sociedade Brasileira de Mastologia, a mamografia deve ser realizada uma vez por ano a partir dos 40 anos. Esse tipo de câncer é relativamente raro antes dos 35. Mas, depois disso, os números crescem, especialmente após os 50 anos.

Ainda assim, não existe uma regra universal. Mulheres com casos de câncer na família ou que carreguem outros fatores de alto risco, segundo Fernanda, podem começar o acompanhamento mais cedo. “Em alguns casos, especialmente com as mais jovens, recorremos também à ressonância”, acrescenta a especialista.

Por isso, é essencial que todas façam consultas anuais com um ginecologista de confiança. Isso vale inclusive para mulheres jovens ou em condições de baixo risco. “Se necessário, a paciente será encaminhada para um mastologista”, esclarece Fernanda.

E o autoexame?

Popularmente conhecido, ele é importante para que as mulheres conheçam melhor seu próprio corpo e possam identificar qualquer sinal, alteração ou nódulo, contribuindo para um diagnóstico precoce. Mas aqui vale um alerta: o autoexame não substitui o acompanhamento anual no consultório.

“De fato há uma polêmica em relação a ele. No Brasil, porém, os tumores ainda são diagnosticados mais tardiamente do que em outros lugares do mundo. Então o autoexame é, sim, relevante. Muitas podem identificar nódulos dessa forma. Só que isso não significa, de maneira alguma, que a mamografia e as consultas possam ser substituídas por ele”, esclarece a mastologista.


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